O retrato pode ser definido, em termos gerais, como a representação de uma pessoa ou grupo de pessoas, através de técnicas de expressão, das quais a pintura, a escultura, o desenho e a fotografia são as mais comuns.
Característica essencial do retrato é, no entanto, a sua relação directa com a pessoa ou as pessoas retratadas, tendo em conta as suas individualidades. Por conseguinte, do ponto de vista plástico, um retrato tem um grau elevado de referência ao original, isto é, ao próprio retratado, de modo a poder ser identificado como retrato daquela pessoa e não de qualquer outra.
Do Romantismo ao Naturalismo
No decurso da História, têm sido vários os códigos culturais utilizados pelos artistas para realizarem a função identificadora do retrato, muitas vezes expressando mais a situação social, do que propriamente os traços fisionómicos naturais.
No século XIX, com o Romantismo, assiste-se a uma tentativa de abandonar o convencionalismo da representação. Mas é com o movimento realista, na pintura designado por Naturalismo, que o artista procura disciplinar a sua imaginação com a observação da realidade, num sentido de representar exactamente as características físicas do retratado, segundo os princípios da ciência positiva nascente.
Os retratos apresentados neste roteiro são obras de pintores e escultores portugueses dos séculos XIX e XX, pertencentes às colecções do Museu José Malhoa.