O seu navegador necessita de suporte Javascript para esta funcionalidade. Museu José Malhoa - História
3 de Setembro de 2010
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História

A criação do Museu
A ideia da criação de um museu dedicado à obra de José Malhoa e onde a mesma se enquadre na panorâmica artística contemporânea deve-se a António Montês, que, desde 1924, deseja aproximar o Artista das Caldas da Rainha, terra natal de ambos.

Retrato a carvão de um homem adulto, seccionado pelo peito, ocupando a parte inferior direita da folha. Está voltado a três quartos para o lado esquerdo, com a cabeça de frente. Apresenta expressão séria e olha de frente. O cabelo é escuro e curto, penteado para trás. Veste casaco claro, apenas delineado, e usa colete, camisa e gravata, estando esta um pouco puxada para fora. Atrás do retratado, do lado direito, observa-se uma sombra pequena e a assinatura José Malhoa 1931. 

Retrato pintado a óleo de um jovem de barba, sob a forma de busto. A figura está voltada a três quartos para o lado direito e a barba e o cabelo são castanhos, com reflexos claros. Veste um casaco em tons cinzentos e castanhos, abotoado até zona do peito. Usa uma camisa branca com o colarinho levantado e uma gravata enrolada. O fundo é indefinido e mal preenche a totalidade da superfície; é mais escuro no lado esquerdo, atrás do retratado. 

José Malhoa

Retrato de António Montês, 1931

Carvão sobre papel, 49x41 cm

MJM inv. 142

© IMC/DDF

António Ramalho

Retrato de José Malhoa, 1882

Óleo sobre madeira, 34x22 cm

MJM inv. 12

© IMC/DDF

Pintura de uma rainha sentada num trono de madeira. A figura ocupa o centro da composição e está sentada de frente, de corpo inteiro; apoia o seu braço direito no trono e a mão esquerda segura uma ponta do manto. Tem pele branca e rosada, olhos azuis claros e cabelos compridos, ondulados e dourados; apresenta um vestido comprido, amarelo dourado, marcado com um cinto vermelho, donde sai uma ponta que segura uma pequena bolsa amarelo dourado. Pelos ombros e sobre o lado direito do trono, descai um manto vermelho, com gola de arminho. Apenas é visível a ponta bicuda do seu pé direito, com um sapato da mesma cor do vestido, que descansa sobre uma almofada verde. Por detrás do trono, encostado à parede e entre duas colunas, pende um pano azul com elementos decorativos e um escudo português. De um lado e do outro das colunas, vêem-se as pontas de uns móveis. O chão é em tijoleira. No canto superior direito, está a assinatura José Malhoa 1926.

Em 1926, correspondendo a sugestão de Montês, Malhoa oferece “Ao Povo das Caldas” o óleo “Rainha D. Leonor”, obra que estará na génese da instituição. No ano seguinte, constitui-se a “Liga dos Amigos do Museu José Malhoa”. O Pintor adere decisivamente ao projecto em 1932, quando oferece os primeiros quadros para o Museu.

José Malhoa

Rainha D. Leonor, 1926

Óleo sobre tela, 205x137,5 cm

MJM inv. 1
© IMC/DDF

A 17 de Junho de 1933, por despacho ministerial pronunciado sobre “Parecer favorável” do Conselho Superior de Belas Artes, é criado o “Museu José Malhoa”, embora esta concordância ressalve qualquer encargo para o Estado.

O falecimento de Malhoa ocorre em 26 de Outubro desse ano e o Museu será solenemente inaugurado, em instalação provisória, a 28 de Abril de 1934, dia do aniversário do Artista. São fundadores da instituição, a par com António Montês, Joaquim Agostinho Fernandes, José Filipe Rodrigues e o pintor caldense José de Sousa.

O Museu fica instalado na “Casa dos Barcos”, no Parque D. Carlos I, cedida e beneficiada pelo Hospital Termal, e abre anualmente ao público de 28 de Abril a 26 de Outubro.

À data da inauguração, é apresentado o anteprojecto para edifício próprio, desenhado pelo Arq. Paulino Montês, e é lançada a primeira pedra, em terreno do Parque concedido pelo Hospital.
 Fotografia a preto e branco de um edifício inserido num parque e com um lago à frente. O edifício é pequeno e tem uma porta larga ao centro, encimada por um painel com esculturas em baixo-relevo. Coroa o edifício uma faixa branca com a frase Pavilhão Rainha D. Leonor.

Casa dos Barcos, 1934.
© IMC/DDF


  • O projecto definitivo, dos Arq. Paulino Montês e Eugénio Corrêa, encontra-se concluído em 1937. A 11 de Agosto de 1940, o edifício é inaugurado no âmbito dos festejos provinciais dos Centenários da Fundação e da Restauração de Portugal, sendo entregue com toda a colecção à Junta de Província da Estremadura, instância que promoveu a obra e que passará a tutelar o então denominado Museu Provincial de José Malhoa. 
    Assim se ergue em Portugal o primeiro edifício projectado para fins museológicos, que veio a ser contemplado com importantes ampliações nos anos 1950.
    Fotografia a preto e branco onde se vê a fachada de um edifício rodeado de árvores e um pequeno lago, no canto esquerdo. O edifício apresenta linhas rectas e, ao centro, um alpendre com seis colunas, encimado por um rectângulo onde surge a frase Museu Provincial de José Malhoa. A porta encontra-se entreaberta.
    Museu Provincial de José Malhoa, 1940
    © IMC/MJM 

  • Em 1960, em virtude da alteração havida na organização administrativa do País e consequente extinção das Juntas de Província, será transferido para a tutela do Ministério da Educação Nacional, ficando na dependência da Direcção-Geral do Ensino Superior e das Belas Artes, passando a designar-se Museu de José Malhoa.

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