Editorial
À figura tutelar do patrono da instituição, outras se juntam na importância dos acervos que as representam, como Francisco Franco e Leopoldo de Almeida, testemunhos de uma “idade de ouro” da escultura portuguesa, ou Rafael Bordalo Pinheiro, com o conjunto ímpar e único das 60 esculturas em terracota da “Paixão de Cristo”.
Também o edifício que alberga a colecção se revela um exemplar único da história da nossa arquitectura de influência modernista, quer pela importância particular de que se reveste na concepção para museu, quer por se tratar do primeiro em Portugal projectado e construído de raiz para esse fim.
São estes pedaços de cultura e de história que o Museu José Malhoa convida a reconhecer neste sítio, que se espera seja um lugar de descoberta e de prazer e motivador também para a visita ao vivo, a qual, introduzida no belo jardim envolvente pela colecção de Escultura ao Ar Livre que aí se distribui, poderá culminar numa agradável participação nas actividades que o Museu oferece com regularidade.
O museu é um espaço de preservação e de estudo, de criação de cultura e de vocação transdisciplinar, mas também de interrogação de conceitos e de articulação com o tecido institucional e social envolvente, e, por isso, aberto a múltiplas propostas e leituras.
Seja bem-vindo ao Museu José Malhoa. Visite-nos e participe!
Matilde Tomaz do Couto
Directora do Museu José Malhoa
Actualizado em:
7 de Janeiro de 2009
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