O seu navegador necessita de suporte Javascript para esta funcionalidade. Museu José Malhoa - Edifício
3 de Setembro de 2010
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Edifício

Um novo edifício
Em 28 de Abril de 1934, no dia da inauguração do Museu José Malhoa na Casa dos Barcos, no Parque D. Carlos I, era apresentado o anteprojecto do Arq. Paulino Montês para um edifício a construir de raiz e lançada a primeira pedra em terreno do Parque cedido pelo Hospital Termal.
 

O Arq. Eugénio Corrêa acabou por desenvolver o risco inicial. Respeitando a mesma organização espacial, em 11 de Agosto de 1940, no âmbito das Comemorações Centenárias da Província da Estremadura, era inaugurado o novo edifício do Museu. Primeiro programado de raiz para esse fim em Portugal, a sua arquitectura reflecte um compromisso com as linhas modernistas.
A construção estruturou-se numa série de princípios que, ainda hoje, lhe conferem uma imagem e fruição muito próprias. Apenas com salas para exposição, pensou-se na circulação dos visitantes, que obedecia a um percurso linear e fechado; na simplicidade e na rentabilização do espaço expositivo, através da redução dos vãos; e num sistema de iluminação zenital.
Templo clássico de pórtico com colunas, espaço conventual com claustro centralizado, fortaleza robusta despojada de vãos, a austeridade exterior marca, desde logo, o seu destino como baluarte da conservação da memória artística.  

 Fotografia a preto e branco da fachada de um edifício com seis colunas, encimadas por um rectângulo onde surge a frase Museu Provincial de José Malhoa. Algumas árvores e arbustos envolvem o edifício.

Edifício inaugurado em 1940

© IMC/MJM


 Fotografia a preto e branco centrada num busto em bronze representando José Malhoa, sobre um pedestal de pedra, rodeado por vegetação. Atrás, são visíveis três colunas que suportam um telheiro.

Claustro do Museu, 1950

© IMC/MJM


  • O crescente volume da colecção do Museu e o dinamismo das suas actividades cedo exigem novas intervenções arquitectónicas. 1950 e 1955-57 são os marcos das duas ampliações que, conforme projectos do Arq. Eugénio Corrêa, vieram reforçar a extensão horizontal do edifício e o seu desenvolvimento numa planta em U.
    Com acesso por uma rampa exterior, foi aberta a cave destinada a reserva e, a partir de 1960, também a “Museu de Cerâmica”. 
    Fotografia a preto e branco da fachada de um edifício com seis colunas, encimadas por um rectângulo onde surge a frase Museu Provincial de José Malhoa. Por trás e de um lado e do outro, o edifício prolonga-se por dois corpos rectilíneos mais altos, encobertos pelas copas de árvores. Várias pessoas entram e saem do edifício.

    Fachada do Museu após a ampliação de 1950

    © IMC/MJM


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