Um novo edifício
Em 28 de Abril de 1934, no dia da inauguração do Museu José Malhoa na Casa dos Barcos, no Parque D. Carlos I, era apresentado o anteprojecto do Arq. Paulino Montês para um edifício a construir de raiz e lançada a primeira pedra em terreno do Parque cedido pelo Hospital Termal.
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O Arq. Eugénio Corrêa acabou por desenvolver o risco inicial. Respeitando a mesma organização espacial, em 11 de Agosto de 1940, no âmbito das Comemorações Centenárias da Província da Estremadura, era inaugurado o novo edifício do Museu. Primeiro programado de raiz para esse fim em Portugal, a sua arquitectura reflecte um compromisso com as linhas modernistas. A construção estruturou-se numa série de princípios que, ainda hoje, lhe conferem uma imagem e fruição muito próprias. Apenas com salas para exposição, pensou-se na circulação dos visitantes, que obedecia a um percurso linear e fechado; na simplicidade e na rentabilização do espaço expositivo, através da redução dos vãos; e num sistema de iluminação zenital. Templo clássico de pórtico com colunas, espaço conventual com claustro centralizado, fortaleza robusta despojada de vãos, a austeridade exterior marca, desde logo, o seu destino como baluarte da conservação da memória artística. |

Edifício inaugurado em 1940
© IMC/MJM  |
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Claustro do Museu, 1950
© IMC/MJM |